Acre confirma dois casos de sarampo em pacientes do Peru atendidos em Rio Branco

Detalhes sobre os pacientes

No dia 8 de outubro de 2026, o governo do Acre confirmou a presença de dois casos de sarampo no Acre, em pacientes que residem no Peru. A infecção foi identificada em uma criança de 11 meses e em uma mulher de 30 anos, ambas provenientes de Puerto Maldonado. Os pacientes foram atendidos em Rio Branco, após passarem pelos municípios de Assis Brasil e Brasileia, antes de chegarem à capital acreana.

Confirmação dos diagnósticos

A confirmação dos casos de sarampo no Acre foi realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que emitiu o diagnóstico após a realização de exames laboratoriais de RT-PCR. Apesar da confirmação, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) ainda não classifica oficialmente esses casos como importados, uma vez que a investigação epidemiológica está em andamento para identificar o local exato da infecção, bem como outros possíveis contatos com o vírus. O secretário da pasta, José Bestene, ressaltou que as informações iniciais indicam que a infecção possa ter ocorrido fora do território acreano.

Atualmente, a criança de 11 meses segue internada em uma unidade de terapia intensiva (UTI) de Rio Branco, apresentando um quadro de saúde grave. A mulher de 30 anos também recebeu atendimento hospitalar, mas não demonstra sinais de gravidade.

sarampo no Acre

Investigação epidemiológica em andamento

A investigação dos casos de sarampo no Acre está sendo realizada de forma coordenada entre a Sesacre, o Ministério da Saúde, os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e as secretarias municipais de saúde. Medidas adicionais estão sendo implementadas, incluindo ações de monitoramento das pessoas que tiveram contato com os pacientes e a realização de campanhas de vacinação em áreas estratégicas como Brasiléia e o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, e a vacinação é a principal forma de prevenção. A Secretaria de Saúde orienta a população a verificar e atualizar as vacinas, especialmente em casos de suspeita da doença, que se caracteriza por sintomas como febre, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.